Importância da gestão emocional na educação aquática infanto-juvenil: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.21134/riaa.v5i10.1441Palavras-chave:
gestión emocional, educación acuática, niños, bienestarResumo
Antecedentes: Em termos dos textos encontrados, eles apareceram em primeira instância relacionados com o desporto em ambientes competitivos, a ligação entre o professor e a criança, relacionados com actividades físicas em geral, entre outros. Contudo, quando aplicámos filtros e limitámos o inquérito, orientando-o para a prática de actividades aquáticas pelas crianças e para a ligação entre a educação emocional e as actividades no mundo aquático, encontrámos uma lacuna. Por esta razão, reservámos para este estudo os artigos que tratam das emoções numa idade precoce e os que as ligam à metodologia de ensino. A partir destes, pretendemos inferir a relação entre a gestão das emoções e o ensino das actividades aquáticas.
Foi também decidido incluir a investigação sobre a gestão emocional em populações com diversidade funcional, tais como o ASD (Desordem do Espectro do Autismo) e a Paralisia Cerebral, que sempre foram mais numerosas do que as encontradas nas populações em desenvolvimento típico.
Objectivos: O objectivo do presente trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica dos estudos realizados nos últimos 20 anos sobre a gestão emocional e as actividades aquáticas na infância e adolescência. Na esperança de contribuir para a compreensão dos factores associados à melhoria da gestão emocional neste ambiente.
Método: Este estudo consistiu numa revisão sistemática, na qual foram seleccionados e analisados os resultados da investigação sobre a gestão emocional no ambiente aquático. A pesquisa exaustiva de trabalhos publicados sobre gestão emocional utilizada como filtro, publicações dos últimos 20 anos e exclusivamente relacionadas com o ambiente aquático.
A pesquisa bibliográfica foi baseada em bases de dados electrónicas, compiladas a partir de: SCOPUS, Web of Science, Dialnet, SciELO, EBSCOhost, Timbo Foco e Google Scholar.
Resultados: A revisão produziu resultados relacionados com benefícios para o desenvolvimento da criança em duas áreas: a) pessoal e b) social. Relativamente à esfera pessoal, os trabalhos relatam melhorias relacionadas com o trabalho de gestão emocional no ambiente aquático no que respeita ao auto-conceito da criança e à sua própria percepção pessoal.
Conclusões: Neste estudo concluímos, com base nos resultados dos estudos analisados, que a gestão emocional no ambiente aquático é fundamental para contribuir para o desenvolvimento integral da criança, uma vez que esta participa não só a nível pessoal, a partir da melhoria do auto-conhecimento e da auto-percepção, mas também a nível social, fomentando relações com os outros, quer no desenvolvimento típico de crianças e adolescentes, quer com a diversidade funcional.
Palavras-chave: gestão emocional, educação aquática, crianças, bem-estar.
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Direitos de Autor (c) 2021 Micaela Garrido, Elisa Huéscar, Luciane De Paula Borges

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